Bangkok - Thailand / Banguecoque - Tailândia


PT 

Chegamos por volta das 20h as 20:30h ja estávamos fora do aeroporto. Hoje chove. Como um país tropical que é e sendo esta a estação das chuvas, estas duas últimas vezes que vim cá (as duas na mesma semana) chove, normalmente de noite e de dia faz sol..
Quero ir fazer algo cultural amanhã nas nao sei se a Crew esta para ai virada, vamos lá ver.
No caminho por entre as gotas de chuva que batem no vidro dá para ver, olhando para baixo, as ruas por baixo de viadutos que passam por cima de outras ruas, casas e prédios os bairros de lata, como umas favelas mas em pequenas proporções, depois há uns prédios mais arranjadinhos, depois uns ainda melhores e vai variando entre os três tipos. De vez enquando passa um rio por baixo de nós durante o trajecto.  Há muitas árvores e verdes durante todo o caminho misturadas com os três tipos de casas anteriormente mencionados. Nesse dito trajecto a luz do autocarro vai apagada, a Crew ou vai a dormir ou esta cada um no seu smartphone a ouvir o que os faz relaxar ou manter-se acordado. Esta ultima opção é o meu caso, não quero adormecer mal chegue ao hotel se não com a diferença horária assim como aconteceu na semana passada acordo as 05:00h e não consigo dormir mais. 
O voo foi fácil, como sempre as pessoas que vão para Bangkok são casais em lua de mel, grupos de amigos de ferias ou pessoas que vão para a Tailândia por razões terapêuticas.  Vão portanto bem dispostas, dormem o voo quase todo e não são nada picuinhas, tornando o nosso trabalho 200% mais fácil.

Esta é provavelmente a minha sexta vez em Bangkok, de todas a primeira foi a mais produtiva, digamos assim. Nessa primeira vez na Tailândia éramos quatro assistentes de bordo e dois pilotos e um deles o comandante brasileiro já tinha visitado muitas vezes a cidade e disse-nos que nos fazia uma visita guiada. E fez.  Estava como  de costume um dia de muito calor, húmido, que fez com que por mal deixemos o hotel fiquemos encharcados. 
Apanhamos um barco junto ao Hotel, passamos por imensas crianças e adolescentes todos de uniforme a comer numas pequenas banquinhas de comidas e bebidas ao longo da rua até ao sitio onde apanharíamos o barco. O trajecto de barco foi barato, apenas 15 Baht, aproximadamente 0,35 Euros. Bem, além de barato valeu bem a pena. Fomos visitar o templo de Wat Pho. Este templo é caracterizado por ter varios templos lá dentro em especial um com um Buda enorme de ouro deitado de lado (reclinado creio ser o termo certo). Para entrar nesse templo e porque tínhamos pernas e braços descobertos (calções e tope) tivemos que usar uma espécie de vestido longo, parecido com a Abaia usada no Dubai pelas locais, até aos pés mas a cor era verde florescente em vez de preto. Parecíamos umas alfaces a vaguear pela sala dourada e reluzente. 
Ainda estávamos nos intermináveis templos, quando ouvimos uma oração longa e apesar de se distinguirem varias vozes parecia um só som, seguimos as vozes e vimos ainda do lado de fora os monges todos vestidos de cor de laranja e sentados com ''perninhas à Chines'' como se diz em Portugal a orar. Todos pareciam saber a oração de cor mas quase todos tinham um livrinho entre mãos. Deixamos os sapatos do lado de fora do templo, subimos as escadas e seguimos outros turistas silenciosamente até à parte de trás do templo e sentamos-nos. Tudo naquele templo, aliás como nos outros templos reluzia, tudo é banhado a ouro e com cores quentes e brilhantes. 
Aqueles monges andavam por toda a cidade inclusive no barco, de vestes laranja e cabelos rapados. O que me deixou admirada foi o facto de não sorrirem, nunca vi um a sorrir. Li num livro que também não podem ser tocados por mulheres por isso evitei qualquer contacto indesejado e mesmo dirigir-lhes a palavra, quer nos templos quer no trajecto de barco. 
Quando satisfizemos a curiosidade toda, tiramos as fotos todas, vimos os templos todos, os que podíamos e os que não podíamos (entrei numas portinhas que aparentemente não era para turista ver) regressamos à rua, apanhamos outro barco e já mortinhos de fome fomos à KaoSan Road. Esta é uma das ruas principais de Bangkok onde tudo acontece, desde musica aos berros, barraquinhas de comercio local, bares, barraquinhas de comida (onde se come um óptimo Pad Thai por menos de 0,60 euros), os mais diversos insectos cozinhados para os mais corajosos, onde se vendem identidades falsas de todo o mundo, onde se veem pessoas a receber massagens nos pés no meio da rua e onde se encontram os Lady boys, que são aquelas senhoras, às vezes bem bonitas que um dia já foram um homem. Algumas delas enganam bem, eu jamais diria que não são mulheres. Contudo, com um olhar mais atento encontramos umas pernas grossas de mais ou mesmo umas mãos grandes de mais. 
Nesta rua e por mais vezes que vá a bangkok há sempre alguma coisa nova que nunca tinha visto antes e que fico a conhecer. 
O hotel que ficamos é porreiro, numa zona com muitos salões de beleza, sítios onde se fazem as melhores massagens e/ou óptimos tratamentos de beleza. Eu normalmente opto pelas massagens que são ao preço da chuva e me põe como nova. Chego ao Dubai e nem parece que trabalhei 8h. 
Há uma lojinha perto do hotel que gosto em particular, onde vendem a mais variadas orquídeas. É a flor favorita da minha mãe que por coincidência passou a ser a minha. Sempre que por lá passo lembro-me dela e o quanto me apetecia comprar-lhe uns raminhos de cada que tão feliz a iam deixar. Mas estou um bocadinho longe de casa, chegavam lá murchas. Mas não deixo de pensar nela e desejar oferecer-lhas. 
Espero que tenham gostado de Bangkok, prometo não demorar tanto tempo até escrever sobre outra cidade/país. 
























































(Os tais budas que eu jamais vi a sorrirem)





Alguém já provou ?!? eu apesar de ser bem aventureira e de gostar de experimentar tudo, tinha acabado de jantar, não me arrisquei a provar o petisco. Talvez numa próxima.










Fiquem bem,
beijinhos
Mafalda

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